Muitas espécies são capazes de realizar a fotosíntese mas outras, alimentam-se ingerindo outro fitoplâncton. Daí serem classificados ora como animais, ora como vegetais. Outra característica muito importante dos dinoflagelados é a bioluminescência de algumas espécies que proporciona belas visões quando a água agita-se com o quebrar das ondas ou pela passagem de uma embarcação. Isto também pode ser observado em viveiros de camarão, principalmente se há aeradores funcionando.
São os dinoflagelados que tornam possível a existência de recifes de coral, através de uma relação em que ambos os organismos beneficiam-se. Corais associados a dinoflagelados calcificam muito mais rápido e podem suportar melhor o fenômemo do branqueamento que ocorre quando a temperatura da água eleva-se acima do normal durante o verão.
Quado os viveiros de camarão são, inicialmente, abastecidos a qualidade da água equipara-se à da fonte de abastecimento, no que se refere à composição do fitoplâncton. À medida que o cultivo progride, a composição e abundância do fitoplâncton vai se modificando devido a fatôres tais como manejo, iluminação, salinidade, temperatura e aporte de nutrientes. Nos casos em que ocorra um excesso de nutrientes poderá resultar na dominância de uma espécie sobre as demais. Estes blooms podem produzir hipoxia ou anoxia resultando em mortalidade dos camarões que, geralmente, coincidem com dias nublados, de poucos ventos e marés de quadratura. A duração de um bloom, uma vez estabelecido, é persistente e pode durar até 10 dias. Em águas estuarinas há predominância de diatomáceas, enquanto que as cianofíceas predominam em ambientes de baixa salinidade.
Os dinoflagelados, embora, geralmente, ocorram em menor abundância, podem formar blooms, tanto em água de alta ou baixa salinidade. Resultam em mortalidade de camarões ou em baixas taxas de crescimento, que combinados podem causar em grandes prejuízos financeiros para o aquicultor.
Existe uma ampla literatura sobre este tema. Abaixo, estão algumas fontes adicionais sobre este assunto:
1) http://opinionator.blogs.nytimes.com/category/olivia-judson/
2) R. Alonso-Rodríguez and F. Páez-Osuna. Nutrients, phytoplankton and
harmful algal blooms in shrimp ponds: a review with special reference to
the situation in the Gulf of California. Aquaculture, 219(1-4):317 336, 2003.
3) J.D. Hackett, D.M. Anderson, D.L. Erdner, and D. Bhattacharya. Dino ag-
ellates: a remarkable evolutionary experiment. American Journal of Botany,
91(10):1523, 2004.
Super interesante seu post,parabéns!
ResponderExcluirMairink:Brasil
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