quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

IPM Índice de Produção e Manejo

IPM - Índice de Produção e Manejo

É muito difícil fazer uma comparação dos resultados de cultivos em difrentes fazendas, ou do mesmo viveiro em diferentes épocas. São muitas as variáveis envolvidas: densidade de povoamento; peso médio final; manejo utilizado; sobrevivência; e várias outras. Há um informativo da Fundação CENAIM-ESPOL: Boletim Informativo nº 19 que descreve um conceito interessante para estas situações (Bayot, 2004). É o chamdo Índice de Produção e Manejo (IPM), que padroniza a produção entre viveiros independente do manejo. É calculado dividindo-se a produção total (g) pela área de cultivo (em metros quadrados). Leva em conta ainda a densidade (camarões/metro quadrado) e o crescimento médio (g/dia) ao final do cultivo. A fórmula final fica assim:





Em campo encontrei os seguintes valores para duas fazendas localizadas em dois estuários difrentes. A primeira, localizada no Rio Coreaú, apresentou um IPM=0,66 para 70 cultivos realizados entre 2002 e 2007. Em uma segunda, no estuário do rio Acaraú, obtivemos um IPM=0,60 em um total de 136 cultivos realizados entre os anos de 2001 e 2007.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Utilização de Probióticos

Por definição, probióticos são organismos vivos que, se corretamente administrados resultam em benefício à saúde do hospedeiro. O termo probiótico surgiu nos anos 60. A globalização do comércio de pescados e a intensificação da aquicultura implicaram em cultivos em maiores densidades, o que geralmente ocasiona condições de estresse aos organismos cultivados. A maior consequência, nestes casos, é a proliferação de doenças e deterioração das condições ambientais. Aqui, entram em cena os probióticos prometendo, principalmente, uma melhoria do sistema imunológico. Este é o principal argumento utilizado no marketing dos probióticos.

A utilização de produtos químicos e antimicrobianos podem resultar tanto em problemas ambientais, como em um aumento da resistência por parte das bactérias patogênicas. Embora sua utilização em aquicultura seja, relativamente recente,espera-se que a utilização de probióticos resulte em melhorias de produtividade, nutrição, controle de doenças melhoria da qualidade de água e menor impacto dos efluentes.

Existem, hoje no mercado várias suplementos de probióticos, para peixes, camarões e moluscos, como aditivos para ração ou para serem adicionados à água dos viveiros. Todos, afirmam serem capazes de manter a boa saúde dos organismos cultivados e não apresentarem riscos. A maioria dos probióticos utilizados na aquicultura pertencem ao gênero Bacillus. Pesquisas recentes mostram que a utilização de probióticos comerciais em viveiros de Penaeus vannamei podem reduzir a concentração de nitrogênio e fósforo bem como aumentar a produtividade.